Versão 3.3

Problemas de funcionamento com o teu teclado? Conheça uma das principais causas...

Infelizmente são muitos os relatos de usuários que, de uma hora para outra, sofrem com problemas de mal funcionamento dos seus teclados (sem som, display sem caracteres, não liga mais, etc.)... O que fazer nesta hora?
Bem, se o teu teclado for destes modelos mais modernos (acima de 2003), a única solução chama-se "Assistência Técnica Autorizada". Vou explicar:
Uma coisa muito comum nestes teclados é que praticamente todas as funções são controladas por um único integrado ("chip" para os leigos), o que torna sua manutenção inviável. A solução acaba sendo a troca da placa controladora principal (vide os posts deste blog que mostram os teclados por dentro para entender melhor). É quase como dar manutenção em um aparelho celular...  : /
É este tipo de integrado "faz tudo" que barateia o equipamento, porém, torna-se descartável quando dá algum problema.

Como posso evitar isso? Como posso dar vida longa ao meu teclado?

O principal vilão dos problemas em teclados modernos é a alimentação de energia elétrica.
Posso assegurar, sem medo de errar, que 90% dos problemas eletrônicos dos teclados tem sua causa nisso.
Fontes "ching ling" ordinárias, antiquadas e mal fabricadas, rede elétrica residencial de péssima qualidade e com muitas oscilações, falta de alimentação estabilizada,... Tudo isso literalmente "detona" o teclado, forçando seus componentes eletrônicos de forma lenta e destrutiva, como se fosse um "envenenamento" lento e gradual. Fui um pouco dramático né?

Acredito que a utilização de uma fonte chaveada de qualidade (destas que utilizamos em notebooks) fará toda a diferença. Geralmente estas fontes variam de 12 a 13 volts e possuem mais de 1A, o que alimenta perfeitamente a maioria dos teclados. No meu teclado eu embuti uma internamente, pois é levinha, pequena e praticamente não esquenta (ou seja, não desperdiça energia).
Se tua rede elétrica residencial for oscilante, utilize também um estabilizador de voltagem (também destes de computador) para ligar a tua fonte.

Tomando estes cuidados básicos, você dará uma longa vida ao teu teclado!   : )

Fonte comum.
 

Fonte chaveada de notebook.



Yamaha cria site de aulas de teclado!



Pois é... Uma ótima notícia! Finalmente uma iniciativa interessante de um fabricante "de peso" como a Yamaha.
As aulas estão sendo disponibilizadas por etapas e o conteúdo é muito bom, inclusive com material de estudo para download. Vale a pena conferir! Segue o link:


Está com dúvidas? Então leia isto antes de postar tua pergunta.

CONSIDERAÇÕES  IMPORTANTES que o leitor precisa saber:

1) Não respondemos (e evitamos publicar) perguntas sobre outros modelos de teclados que não sejam da linha e-xxx da Yamaha (para iniciantes). A razão disto se dá pelo fato de não termos familiaridade com outros modelos, portanto, não insista, pois não temos como te dar suporte. Entenda que, apesar do conteúdo de alguns artigos, não sou "expert" em teclados. Apenas estudo sobre o assunto.

2) As perguntas são respondidas somente pelo autor deste blog, que o faz pelo simples prazer de ajudar (ainda que possua suas limitações). As pessoas que leem os post não tem compromisso com a dúvida dos leitores, portanto, não se iluda que alguém terá interesse em esclarecer tua dúvida (além do mencionado autor).

3) Não faça perguntas sobre assuntos já respondidos, pois não oberá resposta. Se dê ao trabalho de, antes de perguntar, ler os questionamentos já publicados para conferir se já houve uma resposta sobre aquele assunto. Para respostas mais imediatas, consulte o Google.   :)

4) Se você leu até este 4º tópico, obrigado.... Conto com tua compreensão. Seja feliz no teu aprendizado!


Tudo sobre o novo teclado Yamaha PSR e433...


(A imagem acima está em alta resolução e pode ser ampliada.)


Demorei um pouco para fazer uma descrição deste teclado (que foi lançado no Brasil em meados deste ano), pois tinha real intenção de adquiri-lo devido às grandes opções de recursos para um teclado da linha iniciante/intermediário. Uma vez adquirido, vamos aos comentários...

Foram adicionados alguns recursos importantes em relação ao seu antecessor, o PSR e423, porém o usuário não sentirá muita diferença na operação (apesar de alguns controles terem mudado de posição).

Esta é uma descrição (adaptada e comentada) do fabricante:

  • Função padrão para criar seus próprios Grooves.
  • Botões de controle para efeitos imediatos, sintetizador e modulação em tempo real.
  • 731 vozes altas de qualidade, incluindo Super-realista Sweet! e Cool! Voices.
  • 186 variedades de estilos (incluído conteúdo de nível Mundial).
  • 150 vozes de Arpejo. A função Arpeggio foi melhorada para um toque mais suave.
  • 6-pistas de sequencer para a gravação de até 10 músicas do usuário.
  • Music Database: 305 títulos de músicas para configurações de teclado rápido. Escolha uma música e o Music Database seleciona automaticamente o melhor acompanhamento e Vozes para você começar a tocar imediatamente.
  • 4 Pads x 8 Bancos de Memória de Registro.
  • Sistema do Yamaha Education Suite (YES) de última geração. Este sistema é um conjunto avançado de ferramentas úteis de aprendizagem do instrumento, permitindo que você seja ensinado a tocar e executar independentemente de sua capacidade. Você pode escolher passo-a-passo as lições para mão direita, esquerda, ou ambas as mãos. O sistema YES te ajudará a dominar uma música com facilidade.
  • Ultra Wide Stereo, que fornece uma experiência espacial inigualável no som.
  • Track Control, que traz uma incrível função (que existia nos antigo PSR 410) onde podemos separar os instrumentos utilizados nos estilos (bateria, baixo, cordas, etc), um a um. Sempre sonhei com o retorno deste tipo de controle...  :)
  • Capacidade de armazenar 5 estilos do usuário para uso imediato, sem ter que esperar o carregamento (nos modelos anteriores era apenas 1). Isto ajuda muito na agilidade das apresentações.
  • USB to HOST - Permite a conexão do teclado com um computador via cabo USB comum, dispensando as convencionais interfaces MIDI.
  • USB to DEVICE - Possibilidade de armazenamento de músicas, estilos, backup de configurações e canções do usuário em um pen-drive, hd externo, floppy disk (isso mesmo! testei uma unidade de disquete externo usb e funcionou direitinho!). Mas este recurso merece um comentário detalhado logo abaixo...

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Cor / Acabamento

CorpoCorPreto

Tamanho / Peso

DimensõesLargura946 milímetros (37-1/4 ")
Altura140 mm (5-1/2 ")
Profundidade402 milímetros (15-13/16 ")
PesoPeso6,8 kg (não incluindo pilhas)

Interface de controle

TecladoNúmero de chaves61
TipoEstilo de órgãos
Resposta ao toqueSim
Outros ControladoresPitch BendSim
Botões de ControleSim
ExibirTipoPersonalizado LCD
Tamanho92 milímetros x 42 milímetros
BacklightSim
LinguagemInglês
PainelLinguagemInglês

Vozes

Geração de tonsTecnologia Gerando tomAWM Stereo Sampling
PolifoniaNúmero de Polifonia (Máx.)32
PredefinidoNúmero de vozes206 + 462 XGlite + 23 bateria / SFX Kits + 40 Arpeggio
Vozes em destaque5 Sweet! Vozes, 3 Cool! Vozes, 3 voz dinâmica
CompatibilidadeGMSim
XGliteSim

Efeitos

TiposReverb9 tipos
Coro4 tipos
Master EQ5 tipos
Harmonia26 tipos
Ultra-Wide Stereo3 tipos
FunçõesDual / LayersSim
DivisãoSim
Arpejo150 tipos

Estilos de acompanhamento

PredefinidoNúmero de estilos predefinidos186
DedilhadoMulti
Controle de EstiloACMP ON / OFF, SYNC START, SYNC STOP, START / STOP, INTRO / ENDING / rit., AUTO / MAIN FILL, TRACK ON / OFF
PersonalizadoEstilos de usuáriosFormato de arquivo de estilo (.STY)
Outras CaracterísticasEasy Song ArrangerNão
Music Database305
One Touch Setting (OTS)Sim

Canções

PredefinidoNúmero de músicas predefinidas100
GravaçãoNúmero de Músicas10
Número de Faixas6 (5 + 1 Melody Estilo / Padrão)
Capacidade de DadosAprox. 19.000 notes/10 músicas (quando apenas "melodia" faixas são gravadas) Aprox. 5.500 canções chords/10 (quando apenas "acorde" faixas são gravadas)
Função de gravaçãoSim
Formato de dados compatívelReproduçãoSMF (arquivos MIDI convencional)
GravaçãoFormato de arquivo original (SMF função de conversão)

Funções

RegistroNúmero de Botões4 (x 8 bancos)
Lição / GuiaYamaha Education Suite (YES)Ouvindo, Timing, Waiting, Repetir e Aprender, Dicionário de Acordes
Controles geraisMetrónomoSim
Faixa de Tempo11-280
Transpor-12 A 0, 0-12
Afinação427.0 - 440,0-453,0 Hz
DiversoBotão PIANOBotão Portable Grand Piano
Sleep ModeSim

Armazenamento e conectividade

ArmazenamentoMemória interna1.54 MB
Discos externosOpcional de memória flash USB
ConectividadeDC INDC IN 12V
Fones de ouvido1 saída /
Sustain PedalSim
USB TO DEVICESim
USB TO HOSTSim

Amplificadores e alto-falantes

Amplificadores2.5W + 2.5W
Speakers12cm x 2 + 3cm x 2

Fonte de Alimentação

Fonte de AlimentaçãoAdaptador (PA-150/PA-150A/5D), ou pilhas (Six "AA" alcalina (LR &), manganês (R6) ou Ni-MH baterias recarregáveis)
Consumo de energia16W
Função de desligamento automáticoSim

Acessórios

Acessórios IncluídosMusic RestSim
Song BookBaixe do PC (após registro no site da Yamaha)

Alguns controles que merecem destaque:

A função PATTERN coloca uma riqueza de loops e beats poderosos ao seu alcance, para criar instantaneamente uma música dinamicamente variada e em tempo real, como um DJ, aprimorando os botões de controle ao vivo para uma variação do som ainda mais completa.



Dois botões controle em tempo real (KNOBS) permitem filtrar e ajustar seu som como um sintetizador analógico. A roda de Pitch Bend ajusta o tom das vozes trazendo, por exemplo, o som de um Sax e Trompete à vida. Nestes controles você pode aplicar também efeitos aos estilos e ao sistema Ultra Wide Stéreo. Experimentei e sinceramente gostei muito!





Informações importantes (e práticas) sobre a utilização do pen-drive na nova interface USB TO DEVICE:




- Arquivos de músicas MIDI (.MID) podem ser colocados em pastas separadas dentro do pen-drive. Isto facilita a organização das músicas. O teclado reconhece imediatamente as músicas e executa diretamente do pen-drive, sem a necessidade de transferi-las para a memória interna, como é o caso dos arquivos de estilos (.STY).

- Tamanho do pen-drive: Se você pensava (como eu) que poderia literalmente "entupir" teu pen-drive de 8 gigas de arquivos e mais arquivos MIDI e STYLES... desista! Fiquei muito frustrado em descobrir que existe uma limitação de arquivos "aproveitáveis" pelo teclado, pois o mesmo pode estar lotado com 8 gigas, entretanto, o teclado só reconhecerá até 115 músicas MIDI e 100 STYLES. Acredito que este problema se deva a uma limitação interna do teclado em enumerar estes arquivos, mas confesso que fiquei bastante frustrado.  : /
Resumindo: Não adianta ter um "baita" pen-drive em capacidade... um antigo de 128 Mb já será mais que suficiente para esta quantidade de arquivos. Detalhe: A velocidade de leitura da USB é no padrão 1.1 (o mais antigo), porém aceita dispositivos 2.0. Como eu disse anteriormente, consegui ligar até um drive de disquetes externo USB nesta porta e ele reconheceu direitinho.

- Ao gerar músicas no teclado ou formatar o pen-drive, o teclado cria uma pasta chamada USER FILES para armazenar estas músicas do usuário.

- Arquivos de estilos (STYLES) dever ser armazenados no diretório raiz do pen-drive. Se você colocá-los em uma sub pasta, o teclado não reconhecerá. A melhor forma de organizar é: Músicas .MID nas pastas e estilos .STY na raiz.




CONHECENDO O PSR e433 POR DENTRO... 
(não podemos quebrar nossa tradição!)


Abrindo... (não faça isto sob pena de danificar teu equipamento - sou técnico especializado em eletrônica).

Vamos abrir apenas o módulo superior  principal, deixando o teclado de lado.

Vejam que ocorreu um reajuste dos módulos, devido à nova disposição das teclas.
Observei uma falha na montagem, pois deixaram de colocar o revestimento anti-ruído do fio esquerdo...

Detalhe do amplificador, que foi montado em cima da placa principal.

Foi necessário desparafusá-lo para ter acesso à placa principal...

Detalhe do controlador YA876AO, produzido em 2009.

Visão detalhada dos controles do painel, em sequência.





Display do teclado.


Um pequeno problema de projeto... a Yamaha sempre foi muito bem vista pelo extremo cuidado com a montagem e estrutura de seus teclados, mas pecou neste modelo. Abaixo do teclado existe um problema de acabamento que expõe a placa do circuito do Pitch Bend... muito feio isso, deixando vulnerável o circuito.
Veja as imagens. Uma verdadeira "cratera" de abertura para entrada de resíduos, insetos, etc... 
Coisa da economia "ching ling"...  Eu heim Yamaha!!!  : (



Vamos concluir este review com um vídeo onde você poderá conhecer melhor o som e parte dos recursos deste poderoso teclado. Está em alemão, mas o som é ótimo (o que importa).
Procure assistir no modo tela cheia e em HD (alta definição).

Best Practice, um programinha muito bom para adaptar as músicas que estamos estudando.

Pois é pessoal, recentemente descobri esta pequena pérola totalmente FREE e em português!
O BestPractice é um programa que pode te ajudar muito no estudo musical, principalmente quando você quer aprender ou adaptar uma música de um CD ou MP3.
Mas vamos logo ao que interessa... O que ele faz?
- Controla a velocidade de execução de qualquer música em CD, WAV ou MP3.
- Muda a tonalidade da música (para ajustar ao teu padrão de voz).
- Possui modo karaoquê para supressão vocal e remoção de baixos e agudos.
- Possui controle de looping (repetição contínua) de qualquer parte da música.

Gostou? Então baixe ele aqui no:
http://bestpractice.sourceforge.net/



Abrimos o Yamaha PSR e423 ...

Ontem fiz um "upgrade" do meu e333 novíssimo para um e423 não tão novo assim... (rs)
Graças ao incentivo do meu bom amigo e irmão, o grande e lendário Cézar, do Centro Musical, resolvi fazer a migração... o teclado está com ótimo funcionamento, mas sofreu alguma avarias nas mãos do antigo proprietário, porém nada comprometedor (apenas trincas no plástico da carcaça inferior). Como aguardo a aquisição do novo modelo e433, até lá, este vai dar para o gasto.

Como de costume, fiz a inspeção no seu interior e compartilho com vocês as imagens.
O teclado é muito bem montado e notei um aperfeiçoamento no sistema de auto-falantes. No mais, é o basicão de sempre.




AS RELAÇÕES ENTRE A MATEMÁTICA E A MÚSICA...

Muito bom este artigo...


O que música tem a ver com matemática? 

Muito mais coisas do que podemos imaginar. As melodias que nos emocionam, são, na verdade, construídas a partir de relações matemáticas muito precisas. O engenheiro eletrônico Miguel Ratton, formado pela UFRJ, dá mais detalhes sobre como funciona a dobradinha fundamental música/matemática na entrevista abaixo:
Qual a relação entre a música e a matemática? A música não existe sem a matemática?
A música já existia antes do desenvolvimento da matemática, porque a combinação dos sons, ainda que em boa parte dominada por relações matemáticas, baseia-se em nossa percepção psicoacústica, ou seja, nossa percepção fisiológica do som.

Então, a formação do som e da música é um processo físico?
Totalmente. O som é um fenômeno físico e como tal faz parte do estudo da física. A música é a arte da combinação de sons (e silêncios). Portanto, para entender profundamente música é necessário conhecer física.


Quais teorias matemáticas (teoria dos conjuntos, teoria dos números, álgebra abstrata...) podem ser aplicadas à música? De que forma e por quê?
A música pode ser usada para ilustrar alguns conceitos matemáticos. As figuras de tempo (duração) das notas, por exemplo, são frações de compasso do tipo 1/2, 1/4, 1/8, etc. A altura (afinação) das notas é estabelecida por uma relação exponencial, do tipo "2 elevado a x/12", onde x é a distância de uma nota a outra. A nossa percepção de intensidade dos sons se dá de forma exponencial e por isto medimos intensidade usando uma escala logarítmica (decibel). Já a teoria dos conjuntos poderia ser usada para distinguir alguns harmônicos (frequências múltiplas inteiras) de uma nota que também estão presentes em outra nota.

Os sons constituem o que se chama de escala musical, e eles são definidos de forma matemática, certo?
A escala musical usada atualmente pela maioria dos povos é a escala "igualmente temperada". Esta escala foi estabelecida por volta do século 17I e caracteriza-se por uma relação exponencial: a "distância" entre uma nota e sua oitava (o dobro da frequência) foi dividida exponencialmente em doze partes, de maneira que a relação entre qualquer nota e sua vizinha anterior (exemplo: dó# e dó) é sempre igual à raiz 12 de 2 (aproximadamente 1,059). O estabelecimento dessa escala não foi por acaso, mas sim para resolver o problema que havia nas escalas anteriores, que eram baseadas nas relações puras (3/2, 4/3, etc), definidas originalmente por Pitágoras, e que não permitiam a execução de qualquer música em qualquer tonalidade. A escala temperada possibilita que se façam transposições de tonalidade e modulações sem os inconvenientes (intervalos desafinados) das escalas antigas. É importante observar que, ao se ajustar a escala para o temperamento igual, as relações entre as notas da escala (exceto a oitava) deixaram de ser "acusticamente perfeitas" (3/2, 4/3, 5/4, etc). Esses erros, no entanto, são muito pequenos e não são percebidos pela maioria das pessoas.

Um som agradável ou desagradável tem a ver com a relação matemática entre os sons?
Certamente. Duas notas soando juntas são agradáveis ou não conforme a distância de suas alturas (frequências), sobretudo pela combinação de seus harmônicos. O intervalo mais consonante é a oitava, onde a frequência de uma nota é o dobro da outra e todos os seus harmônicos são iguais. Já no intervalo de quinta, metade dos harmônicos se combinam. A consonância tem a ver com as regiões do ouvido interno que são excitadas pelas duas notas e seus harmônicos: quando essas regiões estão muito próximas, a percepção individual de cada som é dificultada, causando uma sensação desagradável ("aspereza"). Esses intervalos podem ser definidos matematicamente.

Como se formam as notas musicais? Elas estão ligadas também à matemática? De que maneira?
Como mencionei anteriormente, as alturas das notas da escala são determinadas por relações matemáticas. As sete notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) foram determinadas inicialmente a partir de relações fundamentais. Posteriormente, foram adicionadas as outras cinco notas ("acidentes" - sustenidos/bemóis) para completar os espaços entre todas as notas.

Existem registros na Antiguadade de estudos que relacionavam música e matemática?
O sábio grego Pitágoras provavelmente foi o maior estudioso da antiguidade sobre o assunto, e a escala que usamos hoje foi baseada na escala pitagórica. Mas também há indícios de que na antiga China já havia estudos de uma escala temperada.

Qual a diferença entre ritmo e harmonia?
Ritmo é a combinação de sons no decorrer do tempo. Harmonia é a combinação de sons simultâneos. Poderíamos dizer que o ritmo é "horizontal" e a harmonia é "vertical" - exatamente como representamos na pauta.

O ensino da música pode contribuir para o aprendizado da matemática? E também de outras matérias?
Acredito que a música possa ilustrar e tornar mais divertido o aprendizado de disciplina, como a matemática e a física. Muitas pessoas que gostam de matemática e física acabam se interessando pela música e vice-versa.






Introduções de música gospel no teclado...

Achei este vídeo muito legal para quem quer treinar introduções.
Possui introduções de várias canções. Aproveitem!
Parte 1
Parte 2


Como utilizar novos sons em teu teclado - Tudo sobre VSTi .

Olá pessoal!
Muitas pessoas me escrevem perguntando como colocar novos sons (ou voices) em seus teclados, entretanto nós sabemos que para teclados de iniciantes e medianos (tipo a linha e-XXX da Yamaha) isso não é possível. Estes teclados aceitam apenas novos acompanhamentos (styles).
Mas nem tudo está perdido... existem formas de emular novos sons com o auxílio de um computador ligado ao teclado via interface MIDI. Os programas que fazem isto são conhecidos como VSTi e... para a nossa alegria... recebemos uma mensagem do amigo Urias indicando um excelente site do Valter Leite,  que contém todas as informações necessárias para que você possa aprender a utilizar mais este incrível recurso para o teu teclado.
Obrigado pela dica Urias!  ;)

Segue abaixo o link:

Por que você deve aprender a teoria musical?

Eu acredito (me perdoem os professores) que, no início, vale tudo no aprendizado do teclado. Vale utilizar somente os acordes prontos (quando você não sabe absolutamente nada), vale usar as letrinhas para identificar as notas nas teclas (até que você as decore) e vale carregar teu caderninho de músicas cifradas para todo o lado (até você aprender o básico da teoria musical)! É neste último ponto que eu quero chegar.

Vejamos a seguinte situação:
Existem muitos tecladistas que tocam muito bem por terem anos e anos de prática e um bom ouvido musical, porém conhecem pouco ou quase nada de teoria musical. Seu processo de aprendizagem foi "na marra" e, associado ao seu talento e dedicação, aprenderam com o tempo de prática e observação. Eu conheço vários assim. Geralmente não utilizam cifras e tão pouco sabem ler partituras.
É comum ver novos tecladistas seguirem o mesmo caminho, inspirados por instrumentistas com estas características, afinal, eles "tocam bem"! Isso é natural, porém é um caminho mais longo.
A conhecimento do básico de teoria musical pode antecipar (e muito) nossa performance no aprendizado.
Vale destacar que quando falo de teoria musical, não estou incluindo (neste caso) o aprendizado de leitura de partituras (o que, ao contrário, levaria muito mais tempo), mas me refiro à compreensão de como são formados teoricamente os acordes e os campos harmônicos. Vou detalhar um pouco...

Teoria musical para formação de escalas - Conhecendo este assunto, você saberá dedilhar com mais facilidade a melodia que combina com a nota principal. Fica muito mais fácil tirar uma canção de ouvido.

Teoria musical para formação de acordes - Se você aprender isso, não precisará mais consultar tabelinhas para verificar como são formados os acordes. Basta decorar uma pequena fórmula para cada tipo de acorde (maior, menor, etc) e você saberá formá-los prontamente a partir de qualquer nota.

Teoria musical para os campos harmônicos - Assim como nas escalas, os acordes possuem uma sequência própria para cada um. Conhecendo esta sequência (o campo harmônico), você poderá fazer a base harmônica de qualquer música, a partir do acorde principal que inicia a música.

Estes três assuntos acima são o básico da teoria musical e possuem ainda muitos desdobramentos. Na medida  que estudamos, vamos enriquecendo em muito a qualidade das músicas que tocamos. A princípio eu achava que estes assuntos eram "um bicho de sete cabeças", mas descobri na teoria musical um manancial inesgotável de maravilhosos recursos.
Com certeza vamos ensinar um pouco disso nos próximos posts e eu tenho certeza que será uma benção para vocês.
É isso aí. Deu para entender por que você deve aprender teoria musical (pelo menos o "basicão")?

Grande abraço a todos!

Quais os pré-requisitos para aprender a tocar um teclado?

Visto que a grande maioria dos que acessam este blog são pessoas interessadas (ou entusiasmadas) em aprender, vamos tentar resumir aqui alguns pré-requisitos para o aprendizado de um instrumento como o teclado. Entendendo isto, você evita um gasto de tempo e dinheiro desnecessários ao aventurar-se por um caminho no qual não possui a menor aptidão para seguir em frente (afinal, o teclado não é um instrumento considerado "baratinho").
Em todo o processo de aprendizado de qualquer instrumento, você enfrentará uma fase incômoda e decisiva, onde teus dedos doem ou a teoria não entra em tua cabeça. Neste momento, tua determinação e vocação fará toda a diferença para prosseguir ou desistir.
Então, vamos aos requisitos (que não são regras absolutas, mas que ajudarão você a prever a caminhada):

1) Aptidão para a música: cada criatura traz do berço um determinado dom, vocação ou predisposição genética. Alguns tem mais facilidade para o esporte, outros para letras, ciências, artes cênicas, etc... Para a música, o indivíduo tem aquilo que chamamos de "ouvido para música". Na realidade é a capacidade de distinguir o som das diferentes notas musicais e associá-las a outras melodias. Na realidade, nada impede que esta capacidade possa ser desenvolvida, porém para uns pode ser mais fácil ou mais difícil.

2) Ter vontade de aprender (interesse), acompanhado de uma  firme predisposição em estudar a parte teórica. Isto não quer dizer que você deva aprender a ler partituras (o que é muito bom e eleva o nível), mas ter o conhecimento básico de teoria musical (indispensável para quem quiser se libertar do caderninho de cifras e tocar em qualquer circunstâncias). O interessante é que, assim como na vida, na música nunca deixamos de aprender. Existe sempre uma novidade teórica que, na prática, melhora nosso desempenho.

3) Ser persistente e paciente. Quando você menos esperar, terá chegado lá.

4) Querer e reservar um tempo para praticar. O ideal não é muito poucas vezes, mas pouco, muitas vezes! A disciplina nos exercícios irá determinar quanto tempo você levará para aprender. Lembre-se: sempre temos tempo para aquilo que julgamos importante. É sempre uma questão de interesse e priorização! Acredito que com 30 a 60 minutos diários já se consegue ótimos resultados.

5) Coordenação motora. O teclado é até um bom instrumento para o exercício da coordenação motora em casos excepcionais (tenho visto casos de pessoas especiais que obtém bons resultados nisso), mas não é a regra. Se você é o "desajeitado" em pessoa, e o teclado não faz parte de nenhuma terapia na tua vida, desista deste instrumento. Você vai precisar de possuir uma boa coordenação motora para tocar alguma coisa aceitável aos ouvidos.

Como eu disse anteriormente, estes não são requisitos definitivos (pois para toda a regra você pode encontrar uma exceção), mas acredito que já é um caminho para uma avaliação.
Muitos confundem o "interesse pela música" com o "tocar um instrumento". São duas coisas distintas. A primeira vive sem a segunda, mas a segunda não vive sem a primeira.

Grande abraço a todos!